quarta-feira, 11 de março de 2020


MINHA HISTÓRIA ‘’Leandro Dos Anjos Pereira’’ 

Meu nome é Leandro, sou paulistano. Descobri minha perda meningite com 1 anos, hoje tenho Surdo profunda bilateral. Sou oralizado e faço leitura labial, comecei a usar aparelho com 1 anos de idade. Cada vez que trocava o AASI por um mais moderno descobria um barulho novo, escutava alguma coisas nova. Faz uns dois anos que estou uso AASI.

  • Comecei a escutar barulho baixinho que não ouvia, comecei a ouvir cachorro cantar, coisa que não tinha ouvido porque o barulho era muito baixo mesmo, Barulho da sanduicheira quando ele apita que está pronto comecei a ouvir também hoje amo usar aparelho auditivo, aprendi muito coisas novas, já que precisava de atenção. Ela começou me ensinar a falar-me ensinou as cores etc...
  • Me fez usar aparelho auditivo quando comecei a usar era pequeno e queria fica tirando toda hora porque incomodava demais, mas minha mãe me falava para colocar e ficava sempre no meu celular para usar ela saiu comigo na rua mostrando o barulho e explicava qual barulho era, assim fui aprendendo as coisas. Fiz muito desenho com o aparelho, porque eu era pequeno e não entendia nada as coisas. Três dias peguei AASI e joguei no privado, meu fico apavorado porque era muito caro Cidade São Paulo até 4 mil reais
§  No Congresso SUVAG-SP, em Milão, as línguas de sinais minha terapia era proibida usuário de libras e partir de então, a oralização passou a ser uma imposição, o que causou muitos danos aos surdos, uma vez que a aquisição da oralidade costuma ser muito difícil.

Período: 1997-2009
  • À minha família que somente o aprendizado da língua oral era o que poderia me ajudar a sair do isolamento. Por isto a minha mãe procurou uma escola de ouvinte onde eu pudesse aprender a língua oral Terapia Suvag-São Paulo
Consequentemente, aprendi a falar, mas não sabia me comunicar adequadamente, só ficava repetindo as palavras, igual a um papagaio, sem entender seus significados, tudo muito mecânico e sem emoções
Depois meus pais ficavam me explicando que não podia fazer essas coisas, meu pai   pegava a bicicleta me colocava na cadeirinha e me levava na fonoaudiologia na Terapia SUVAG de São Paulo durante o caminho ele parava mostrando e explicando cada barulhinho
  • Comecei a gostar do aparelho auditivo e não queria tirar mais meu ouvido esquerdo, porque comecei a ouvir barulho! Minha mãe me ensinou muitas coisas antes de eu entrar para a pré-escola, então quando entrei já sabia mais do que a outra criança.
  • Durante a escola aprendi as coisas, evolui normalmente, apenas tinha um surdo usava meu aparelho auditivo o tempo todos
Quando entrei para o ensino fundamental Escola EMEF Leão Machado e EMEF Jose dos Patrocínio no objetivo passei sofrer preconceito, fui excluída muitas vezes de fazer trabalho em grupo ou individual, não conseguir interagir sempre tinha educação de menino, não conseguia participar desses grupos e ficam em isolada. Quando estava 2º Series, pedi para ser trocada da sala de aula porque estava sofrendo muito com o menino fiz novas colegas, o menino me ajudou muito eles me chamavam para sair, para ir na casa de uma e outra
  • Depois que aprendi a ler e a ter acesso a legenda em filmes, melhorou um pouco muito minha vida, tenho muita dificuldade de assistir qualquer coisa que não tenha
  • Legenda. Qualquer coisas mesmo, não era como na minha vida infância.

    Hoje forço muito mais a audição pra entender quando não tem algo pra ler, quando saio, se tive muita pessoas e barulho, fico isolada do mesmo jeito, não consigo conversar. Durante a aula eu procurava sentar sempre frente, e sempre fui muito estudiosa. Tenho facilidade de ler e decorar. Nunca tive dificuldade na escola ou na faculdade, e curso em geral
  • Passei na graduação o em faculdade de Gestão de Eventos e Gastronomia duas faculdades particular, conseguir bolsa de estudos, graça a Deus,
  • A faculdade foi tranquila e sem muita dificuldade graça aos professores que tinha paciência e atenção comigo, meus coordenadores Sumaré e Universidade Viçosa-MG for cursos que sempre perguntava se estava tudo bem, meu único problema foi questão da amizade após não consigo fazer amizade até hoje! Não consigo mais tirar o aparelho auditivo pois aprendi muitas coisas com colegas
  • A leitura labial possibilita o aprendizado do surdo quando em uma sala de aula com colegas ou docentes ouvintes.
  • Na universidade, ao cursar o curso de gestão de eventos, também enfrentei dificuldades; os professores não tinham conhecimentos de como lidar com sou surdo também não tinham intérprete disponível em 2010.
  • Na minha inclusão em escola de ouvintes tenho sobre histórias o poucas lembranças, somente me recordo de algumas situações e de poucas pessoas que realmente me valorizaram e também que me magoaram, por exemplo: havia uma freira professores, na primeira série do curso primário, sabendo da minha dificuldade com relação à língua portuguesa, dava atividades para o resto da turma, sentava-me no seu colo e pacientemente me ensinava através de gestos e desenhos os símbolos da escrita, aprendi muita coisa e por isto não me esqueço da solidariedade dela por mim.


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